As homenagens a São Sebastião já são uma tradição há mais de 200 anos no povoado. Esta festa acontece todos os anos onde reúne a população do distrito, pessoas das roças, de outros povoados e visitantes de diversas partes da região, apesar do povoado ter como padroeiro Santo Antônio de Pádua, que é venerado dia 13 de junho.
A festa começa dia 19 com a tirada do mastro – símbolo que lembra a morte do Santo que foi amarrado e flechado no tronco de uma árvore por vivenciar a sua fé em Jesus Cristo. Uma comissão de homens se dirige a mata virgem, rio acima, se embreia nesta e escolhem o tronco ideal, deixando-o cortado próximo à margem do rio. No dia seguinte, 20 de janeiro, uma comitiva muito animada composta de várias embarcações enfeitadas, parte em busca do mastro do Santo e chegando ao local vários homens ajudam a pegá-lo e amarrá-lo na lateral de um dos barcos deixando-o navegar na água. Naquele momento, todos os barcos em comboio acompanham a romaria em ritmo de festa regado de cantos, hinos, fogos, banhos, umas cervejinhas esturricando de geladas e uma charanga animadíssima. 
Chegando ao porto as embarcações atracam e o mastro é carregado por mais de 60 pessoas entre mulheres e homens até o local onde se faz a troca do mastro, ou seja, tira-se o velho e põe-se o novo, porém, neste momento o mastro é todo descascado, enfeitado e colocado no seu cume uma nova bandeira com a pintura da imagem do Santo. É interessante salientar que enquanto este processo acontece um samba de roda– característico da região faz o brilhantismo da festa e todos se divertem.
Agora sim, madeira pronta, momento especial “levantar o mastro” bastante gente para segurá-lo e muita atenção para não cair, vários pedidos, muitos fogos, tudo certo e o samba continua. As crianças por sua vez participam de tudo também através das brincadeiras como pau de sebo, quebra-pote, os animais e personagens como forma de dar continuidade ao que vivenciam de bom.