O Secretário de Assuntos Indígenas, Zeca Pataxó, chegou ao Palácio do Planalto, acompanhado de Luzia Pataxó – Superintendente de Assuntos Indígenas de Porto Seguro. Foram recebidos pelo Procurador Federal Paulo César Wanke e o Ouvidor da Fundação Nacional do Índio - FUNAI Thiago Ricci. Em seguida, o secretário teve uma reunião com o Ministro Chefe da Secretaria de Governo Carlos Marun.

O encontro, que se deu na manhã de ontem, segunda – feira (03) e teve o intuito de discutir e resolver a situação do monumento indígena situado na gleba B, na divisa Cabrália – Porto Seguro, além de outras demandas referentes à saúde e aldeias circunvizinhas.

Monumento nas terras indígenas

A jornalista Verbena Melo – Brasília fez parte da equipe que recebeu e acompanhou os indígenas durante as conversas com as autoridades federais. Em reunião com o Ministro Carlos Marun, o Cacique entregou a documentação em que solicita ao governo a defesa e preservação do monumento, construído em 2006, que retrata a chegada dos portugueses à Coroa Vermelha, local onde ocorreu a 1ª e 2ª missa celebrada no Brasil. O IPHAN e o DNIT, na época, solicitaram a derrubada do monumento que se tornou um ponto turístico de Santa Cruz Cabrália: “Tenho certeza que um telefonema seu é capaz de resolver essa situação devido ao excelente trabalho que o senhor tem prestado ao nosso país”, diz Zeca Pataxó.

 
 

O processo aberto há mais de 10 anos pelos órgãos, teve o resultado favorável à derrubada no final de 2017. A Prefeitura de Santa Cruz Cabrália recorreu em defesa da preservação do monumento que se tornou um dos lugares mais fotografados pelos turistas no Extremo Sul da Bahia. A população protestou contra a derrubada juntamente com a comunidade indígena.

A Secretaria de Assuntos Indígenas, por meio da Funai, está lutando, desde o início para que a solicitação da comunidade seja atendida: “O monumento foi construído em terras indígenas. O DNIT desistiu do processo, mas o IPHAN continua. Não iremos permitir que esse órgão decida o que fazer em nossas terras”, afirmou o secretário e Cacique que ainda ressaltou que a FUNAI precisa ser fortalecida em todo Brasil, e principalmente na Bahia, para que possa atender as comunidades o mais rápido possível devido aos conflitos constantes nos territórios.

 
 

 

 

 

Atenção à saúde indígena

Marun solicitou junto ao Ministério da saúde ações imediatas pertinentes à saúde indígena na Bahia. “Não se pode deixar um contrato provisório de motorista, vigilância, limpeza (não existe saúde sem limpeza), combustível e outros recursos. Precisamos dessas garantias o mais rápido possível. O próprio ministro fez essa ligação e pediu que fosse solucionado imediatamente esses entraves”, disse o secretário indígena.

 
 

Durante a reunião, foi feito contato com o Presidente da FUNAI Wallace Moreira Bastos a quem o ministro Marun solicitou um diagnóstico em relação às soluções que estão sendo adotadas nos territórios de Barra Velha, Coroa Vermelha, aldeia Velha e outras: “Não vou poder atender tudo que vocês pediram agora, mas o que posso fazer neste momento, irei fazer”, concluiu o ministro.


 

Texto: Jerusa Brandão/JBcomunicação