A Bahia acolheu 9 milhões de visitantes em 2018, segundo a Secretaria de Turismo. Recebe gente de fora o ano todo e, mesmo com essa legião de turistas, ainda consegue oferecer opções de lugares sossegados.

É nessa classificação que se enquadra a vila de Santo André, a menos de 40 quilômetros de Porto Seguro. O acesso é feito por balsa, que sai de Santa Cruz Cabrália, cidade histórica no sul baiano.

Na embarcação, a sensação, ao deslizar pelo rio João de Tiba, é que os turistas ficaram para trás. Só se vê o azul do céu e o verde dos manguezais.

Santo André não tem aquelas super-barracas de praia nem som alto: o maior agito é o balanço da brisa. A vila ocupa uma faixa estreita entre o rio e 13 km de praias de areia branca, com coqueirais e mar esverdeado.

O dia começa com uma andança pela praia. Na maré baixa, a caminhada é deliciosa. O visitante pode se refrescar com água de coco ou drinque em algum bar da orla.

O da pousada Victor Hugo atende não hóspedes e oferece espreguiçadeira com pé na areia. A caipirinha custa R$ 22.

Santo André pertence a Santa Cruz Cabrália, como Guaiú e Santo Antônio, praias vizinhas tão bonitas quanto, mas sem a mesma estrutura.

Guaiú, a 14 km, é ótima opção de passeio. Além da praia, tem o incensado restaurante da Maria Nilza, de uma simplicidade e de um bom gosto de fazer brilhar os olhos.

Os quitutes são preparados em fogão à lenha. Carro-chefe, o arroz de polvo custa R$ 147 e serve duas pessoas.

Na feirinha, que acontece aos sábados no centro histórico de Cabrália, o visitante conhece a cultura alimentar do local.

Cacau, graviola, abóbora, pimenta, farinha, peixe… Tudo é vendido com as explicações e a simpatia dos pequenos produtores locais.

Santo André é sossego, mas também é movimento. Além de contar com uma rica cena de ioga, dá para fazer aula de hidroginástica no rio João de Tiba. A “sala de aula” é deslumbrante: os movimentos acontecem em frente à pousada de Santo André, em pleno estuário com o mangue ao fundo, diariamente, entre 9h e 10h. Qualquer um pode participar —e contribuir com a quantia que quiser (e puder).

A comida merece atenção. Na pousada Corsário, o polvo ao forno com batata e tomate, a R$ 68, vale muito. No Gaivota, também à beira-rio, a moqueca de dourado para dois (R$ 108) também vale .

Para refeição boa e preço idem, o Aroeira é o lugar: o prato executivo com peixe grelhado custa R$ 24. À noite, vá petiscar no Pontinho, da simpática Lene. Esbalde-se com pastel de siri (R$ 6) e coxinha de lagosta (R$ 7).

Namidianews/cabralianoticia