Um pouco mais de 517 anos depois da chegada dos portugueses ao Brasil, a inovação tecnológica aliada à educação chega à Bahia por esse mesmo lugar. A partir da primeira semana de maio, os mais de 6 mil estudantes de Santa Cruz Cabrália, a 755km de Salvador, vão conhecer um projeto inovador. A empresa pernambucana Dulino, em parceria com a Prefeitura de Santa Cruz  Cabrália, vão levar a robótica para as salas de aula. Inicialmente, a proposta vai atender alunos de três unidades públicas de ensino do município: a Escola Professora Nair Sambrano, no Bairro do Campinho; Escola Viturino da Purificação, em Cora Vermelha e Escola Araci Alves Pinto, no Bairro de Santo Antônio.
A Prefeitura de Santa Cruz Cabrália investiu 270 mil reais. De acordo com a Secretária de Educação da cidade, Ana Paula Guerrieri, o projeto é piloto. Depois de uma fase de testes e diante dos resultados colhidos pela equipe da secretaria, a ideia é expandir a robótica para mais salas de aula, inclusive para escolas dentro das aldeias indígenas. O prefeito Agnelo Santos não tem medido esforços para cada vez mais melhorar a educação do município. Atualmente, Cabrália tem 29 escolas municipais. “É algo inovador para a juventude da nossa cidade. A robótica nas escolas vai abrir um leque de possibilidades para esses estudantes que deixam o ensino fundamental e partem para o ensino médio, se preparando para a universidade”, explica Ana Paula.
A empresa Dulino já está presente com o projeto em várias escolas de Pernambuco desde 2013, em cidades como Igarassu e Itapissuma, no litoral norte. Diante das experiências, os diretores e professores das unidades de ensino têm percebido mudanças significativas no rendimento escolar e no comportamento dos alunos. A empresa fornece material didático prático e de fácil compreensão. “Essa didática hoje está presente nos diálogos de todo o ambiente educacional brasileiro, sendo apontada como uma solução simples e eficaz de disseminação de recursos tecnológicos com baixo custo para governos e entidades. A maior parte das escolas que estão no topo de ranking do Enem, inclusive, tem a robótica no seu conteúdo programático. Por isso, a Dulino desenvolveu material pedagógico autoral para diferentes faixas etárias, em diversos níveis de escolarização”,
Os alunos começam aprender a montar os robôs com o peças do brinquedo LEGO, o que facilita o aprendizado. Em três dias, com auxílio de coordenadores preparados, as turmas já começam a montar os primeiros robóticos. Com a robótica, os estudantes também aprendem matemática, ciências, geografia, interpretação e outras disciplinas que estão no currículo escolar e nos parâmetros do Ministério da Educação. Em uma atividade sobre Mobilidade Urbana, por exemplo, podemos abordar construção, a partir de representação no plano (Matemática), interpretar dados geográficos e da natureza (Geografia e Ciência), comunicar oralmente e verbalmente (Língua Portuguesa) e prototipar e programar (Tecnologia). A primeira etapa do projeto na cidade deve durar nove meses.