Com o fim da greve dos caminhoneiros, que culminou na redução do preço do diesel, o governo federal criou um grupo de trabalho para tentar dar fim aos aumentos quase diários da gasolina. O objetivo é amortecer reajustes para o consumidor na bomba sem interferir nas decisões e nas finanças da Petrobras, segundo informações de O Globo. Apesar da saída de Pedro Parente da presidência da empresa, que era uma das reivindicações dos caminhoneiros e dos petroleiros, o presidente Michel Temer (MDB) ressaltou que não vai interferir na política de preços da Petrobras. Dessa forma, a ideia é criar uma espécie de tributação flutuante, que siga a política de reajuste dos combustíveis baseada na variação do dólar e do preço do petróleo no exterior. De acordo com a publicação, o governo quer botar esse plano em prática até o fim de junho. Uma das conquistas dos caminhoneiros, que pararam rodovias do Brasil por mais de 10 dias, foi o congelamento do preço do diesel por 60 dias. No entanto, paralela a essa medida, o preço da gasolina segue aumentando. Segundo o jornal, o combustível apresentou uma alta de 1,29% em um mês. O último aumento foi de 2,25% na sexta-feira (1º). Essa solução trabalhada pelo governo não é definitiva. Auxiliares de Temer disseram à publicação que se trata de um "plano de transição" a fim de garantir uma previsibilidade nos presos do combustível até outubro, quando o presidente eleito deve definir sua posição sobre os preços da Petrobras.